Implantes por país: mapa de marcas no catálogo de bibliotecas CAD

Um catálogo de bibliotecas CAD é, em essência, um mapa da implantologia mundial. Entender quais implantes por país estão representados na base é útil tanto para o técnico quanto para o cirurgião: o fabricante define o tipo de conexão, o protocolo de plataforma e a compatibilidade com o Ti-Base (base de titânio). O catálogo DentalLibs reúne 1271 bibliotecas para o exoplan e 1058 para o exocad implant module, além de 187 conjuntos para o RealGUIDE. Por trás desses números estão dezenas de marcas da Coreia, Brasil, Itália, Suíça, Israel e EUA.

A seguir, uma visão por regiões: onde o sistema é fabricado, quais linhas aparecem com mais frequência e no que reparar ao escolher uma biblioteca.

Implantes por país: como ler o mapa de marcas

A geografia do fabricante não é a mesma coisa que a compatibilidade. Duas marcas de países diferentes podem compartilhar um mesmo tipo de conexão (por exemplo, o cone Morse taper), enquanto dentro de um mesmo país os sistemas costumam ser incompatíveis entre si. Por isso, é prático ler o mapa de marcas em duas camadas: primeiro o país e o fabricante, depois a plataforma e a geometria da conexão.

O país ajuda a estreitar rapidamente a lista, mas a escolha final da biblioteca é feita pela plataforma (NP/RP/WP) e pelo tipo de conexão, não pela bandeira do fabricante.

A maioria dos sistemas do catálogo está coberta tanto para o planejamento cirúrgico (exoplan, RealGUIDE) quanto para a prótese (exocad implant module) — isso importa se você conduz um caso desde a guia de cirurgia guiada até a coroa final com um único conjunto de dados.

Implantes coreanos: Osstem, Dentium, DIO, Megagen

A Coreia é uma das regiões com maior densidade de representação. Aqui dominam Osstem (linhas TS, SS, GS), Dentium (Implantium, SuperLine) e DIO com sua extensa família UF II. Do segmento premium estão Megagen (AnyOne, AnyRidge com rosca progressiva) e Neobiotech.

Os sistemas coreanos são construídos com mais frequência sobre uma conexão cônica interna com hexágono (internal hex), o que permite um bom switching de plataformas. Para muitos deles o catálogo tem tanto bibliotecas de análogo quanto Ti-Base de diferentes alturas.

  • Osstem — TS III, SS, GS; muitas vezes é preciso o par «implante + Ti-Base»
  • Dentium — Implantium e SuperLine, ortopedia compatível
  • DIO — UF II, ampla cobertura de diâmetros e plataformas
  • Megagen — AnyRidge/AnyOne, conexão cônica
  • Hiossen — a marca americana da Osstem, aparece separadamente

Sistemas brasileiros: Neodent, S.I.N., Conexão

O Brasil é um grande mercado com marcas próprias fortes. A principal é a Neodent (parte do Straumann Group), com as linhas GM (Grand Morse) e CM. Ao lado vêm S.I.N. Implant System, Conexão e Implacil.

Os sistemas brasileiros caracterizam-se por uma conexão cônica Morse taper com indexação. Ao escolher a biblioteca, preste atenção à geração da conexão — por exemplo, na Neodent é importante não confundir CM e GM, pois são protocolos de plataforma diferentes e Ti-Base diferentes.

Neodent GM e CM não são intercambiáveis. Verifique a marcação na embalagem do implante antes de escolher a biblioteca.

Suíça e Europa: Straumann, Nobel, marcas italianas

O bloco suíço-escandinavo é, em primeiro lugar, a Straumann (Bone Level, BLX, TLX, conexões synOcta e TorcFit) e a Nobel Biocare (NobelActive, NobelParallel, NobelReplace, N1). Ambos os sistemas são analisados em detalhe em materiais separados do catálogo, incluindo a decodificação das marcações Roxolid, SLA/SLActive e Loxim.

Da Europa também estão amplamente representados os fabricantes italianos: Sweden & Martina, Leone, C-Tech, BTK. A Alemanha e os países vizinhos acrescentam Camlog, Bredent (SKY) e Dentsply Sirona (Astra Tech EV, Ankylos, Xive) — uma linha com seu próprio conjunto CAD, o Atlantis.

Os sistemas europeus são variados nas conexões: desde a clássica cônica da Straumann BL até o trilóbulo (tri-lobe/trichannel) de várias linhas da Nobel. Isso influencia diretamente a escolha da biblioteca e do Ti-Base compatível.

Israel e EUA: MIS, Alpha-Bio, BioHorizons, Zimmer

Israel é uma forte fonte de sistemas cônicos de grande volume: MIS (C1, V3, SEVEN), Alpha-Bio Tec, Adin (Touareg) e Cortex. Essas marcas são populares em protocolos de grande volume, incluindo os All-on-4/All-on-6, e estão bem cobertas tanto por bibliotecas cirúrgicas quanto protéticas.

Os EUA estão representados pelas marcas BioHorizons, Zimmer Biomet (inclusive a histórica conexão Zimmer TSV), Glidewell (Inclusive/Hahn), Keystone (Prima) e Implant Direct (pertencente à Nobel). Aqui encontram-se tanto o hexágono interno quanto o assentamento cônico — não há um padrão único.

  • MIS — cônicos C1/V3, ampla cobertura no exoplan
  • Alpha-Bio Tec — sistemas acessíveis para casos de grande volume
  • BioHorizons — cone interno, ortopedia estável
  • Zimmer Biomet — TSV e plataformas mais novas

Como escolher uma biblioteca por país e plataforma

O país define a direção da busca, mas para montar um caso correto ajudam quatro parâmetros. Verifique-os em sequência para não baixar um conjunto incompatível.

  • Marca e linha — o nome exato da embalagem (por exemplo, Osstem TS III)
  • Plataforma — NP/RP/WP ou o diâmetro da conexão em mm
  • Tipo de conexão — cônica, hexágono ou trilóbulo
  • Ti-Base e altura gengival — para o protocolo específico de fixação parafusada
  • Disponibilidade da marcação FDA — se necessária para sua região

Para o planejamento da guia é importante combinar o sistema do implante com a biblioteca de anilhas (sleeve), e para a prótese, garantir que o Ti-Base escolhido coincida em plataforma com o implante. Todas as marcas listadas estão disponíveis no catálogo DentalLibs com detalhamento pelos programas exoplan, exocad implant module e RealGUIDE.

Perguntas frequentes sobre marcas de implantes por país

Como descobrir o país e o fabricante do implante do paciente?

O mais preciso é pela embalagem, pelo passaporte do implante ou pelo prontuário: ali estão indicados a marca e a linha. Por eles se escolhe a biblioteca, enquanto o país só ajuda a se orientar rápido.

Os implantes de um mesmo país são compatíveis entre si?

Não. A compatibilidade é determinada pela plataforma e pelo tipo de conexão, não pelo país. Por exemplo, os coreanos Osstem e Dentium usam protocolos diferentes.

De quais países há mais no catálogo?

Os mais amplamente representados são Coreia, Suíça/Europa e Israel — sobre eles recai uma parcela significativa das 1271 bibliotecas exoplan e dos 1058 conjuntos exocad.

O que fazer se a marca não estiver na lista?

Esclareça o tipo de conexão do implante — muitas vezes serve uma biblioteca compatível de outro fabricante com a mesma conexão cônica ou hexagonal.

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